quarta-feira, 22 de julho de 2009

Por que Sarney não cai?

Vai um resuminho.

Dizem por aí que José Sarney, ex-presidente do Brasil, atual Presidente do Senado Federal e, dizem as más línguas, "presidente" do Estado do Maranhão, andou pisando fora da faixa. Só que ele não estava sozinho do lado de lá dessa faixa, não.

Caiu na boca do povo que o clubinho do Senado Federal, por meio de atos administrativos secretos, tinha como hábito criar vários cargos de "ASPONE" para distribuí-los entre sobrinhos, cunhados, genros, amigos e quem quer mais que fosse. Mas um nomeando o "afilhado" do outro, por causa da decisão do STF - Supremo Tribunal Federal - contra a prática de nepotismo, ou seja, emprego de parentes. E depois de certo tempo, ainda aumentava o salários desse povo, mandando os gastos do Governo lá para cima.

- Mas, se é um clubinho, onde todos ganham, onde entra Sarney como vilão?

Na disputa pela presidência do Senado em fevereiro, era Sarney (PMDB-AP) contra Tião Viana (PT-AC). Sarney ganhou, sabemos. Só que a disputa tomou tal dimensão que coisas começaram ser atiradas no ventilador: pagamentos de horas extras em mês de recesso (ou seja, sem trabalho); distribuição de cargos de diretoria em troca de favores; uso indevido dos imóveis funcionais; verbas de indenização utilizadas de forma mal explicada; emprego de parentes em prestadoras de serviço terceirizadas (novamente a história do nepotismo e de enganar o STF); fura-fila nos embarques em aviões, coisa que teve início no pior momento do caos aéreo e sob o aval da diretoria de check-in (leia-se Francisco Carlos Melo Farias). Mas Tião Viana não é santo: acabou sujando-se por causa daquela história de emprestar o celular da Casa para a filha usar em um passeio pelo México, lembra? Aí ficou chato, ele teve que pagar a conta do aparelho... coisa desagradável para o coitado. Além disso, duas figurinhas caíram: Agaciel Maia (um carreirista pego com as calças na mão por ter comprado em Brasília um imóvel de R$5milhões e sonegado esse valor) e João Carlos Zoghbi , ambos diretores do Senado e participantes ativos do oba-oba.

Dossiê vai, dossiê vem, sai da frente do ventilador, a Casa ficou queimada. E, por tabela , seu Presidente. O clubinho resolveu então dar-lhe uma senhora pernada, decidindo que ele tem que ser defenestrado, para ao menos salvarem-se os dedos, já que os anéis se foram. E teve início a campanha.

O homem já estava na beira do trampolim, amarrado, com os olhos vendados pelo pessoal do PT, do DEM e do PMDB, e eis que surge a figura do seu herói: Lula, O Popular.

Acontece que se Sarney cair, a tucanada assume o Senado, na figura do senador Marcon Perilo (PSDB-GO). Se agora é um deus-nos-acuda para aprovar um qualquer coisa, imagine depois?

É gente da pesada.



Fontes:
www.estadao.com.br
http://www.lairinho.blogspot.com/

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